Agosto de 2015
RMCJ saúdo-o com amizade!
Recebi a
sua carta, ao ler percebe-se alguma tristeza e nostalgia. No entanto não fala
da sua saúde, assim como a de sua amada esposa. Muito gostaria de saber qual o
estado dela, se tem melhorado ou se o seu estado continua a agravar-se. Sabemos
que são doenças com tendência a evoluir.
No
entanto um proverbio antigo diz que “quando Deus quer nada é impossível”. Por conseguinte
aqui deixo uma palavra de alento. Seja paciente, mas ao mesmo tempo cuide-se! Tenha de facto cuidado
consigo, não se deixe abater, seja qual for a situação, porque o RM
precisa de si com saúde e equilíbrio e a sua esposa também precisa de si.
Cada um de nós é responsável por si mesmo, por
esse motivo precisa de cuidar de si. Certamente não conseguiu vaga para o Lar
XXXX, conforme me tinha dito numa outra ocasião.
Afirmo-lhe a amizade nunca termina, é eterna, mesmo
à distância ela sempre está viva em nós, no nosso coração, apesar da
impossibilidade de nos encontrarmos uns com os outros fisicamente, não
significa o fim da amizade.
Porém,
acontecem ajustes na vida de cada um de nós, eles fazem parte do nosso processo
de vida, o processo evolutivo e por vezes interrogamo-nos “porque me
acontece isto a mim?” porquê eu? Mas tudo faz parte de uma escolha nossa, para
o nosso próprio Bem Maior e futuro, uma vez que a vida é contínua, apesar de um
dia precisarmos deixar este corpo, para a entrada em uma nova dimensão, mas a
nossa consciência é sempre a mesma e o que aqui aprendermos vai-nos ser muito
útil nos passos seguintes. Todos temos uma Presença Divina, ou Eu Superior a
qual podemos chamar de Deus em nós. Escutar e falar com a Nossa Presença Divina
através de algum silêncio e boa respiração, pode até mitigar a nossa dor e
eleva-nos a um estado mais positivo e reparador, dando-nos a força para o paço
seguinte.
É com
profunda amizade que desejo para si; a renovação de forças para seguir em
frente com as suas tarefas, quer sejam de esposo amoroso e enfermeiro da sua querida
esposa, quer por si mesmo. Jamais desespere porque existe uma frase que nos
diz: (fazer aos outros o que desejaríamos que nos fizessem a nós).
Não sei
porque estou a escrever estes dois últimos parágrafos, mas senti que me devia
expressar desta forma, peço desculpa.
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